Ataque de Israel à Gaza seria manobra eleitoral.
A decisão de Netanyahu de atacar a Faixa de Gaza a apenas poucos meses das eleições gerais de Israel é vista por setores da esquerda local como uma possível estratégia para acumular popularidade nas urnas. Políticos e imprensa se questionam se Netanyahu iniciou a operação aérea (que pode vir a se tornar também terrestre) na tentativa de desviar a atenção da opinião pública de outras questões prementes, como, por exemplo, a economia e a deterioração do estado de bem-estar social. No histórico das últimas sete eleições gerais de Israel, a operação batizada de Pilar Defensivo já é a quinta ofensiva militar sobre a Palestina que eclode às vésperas do início dos comicios. "Em 2009, a apenas dois meses das eleições, o então primeiro-ministro Ehud Olmert decidiu iniciar a operação Chumbo Fundido, que matou 1400 palestinos”, explica Ahmed Tibi, membro da bancada do Partido da Lista Árabe Unida no parlamento israelense. “O mesmo ocorreu em 1981, quando Menachem Begin ataco...